Os ultrabooks estão roubando o
espaço dos notebooks ultimamente e conquistam cada vez mais usuários.
Com a promessa de portabilidade, esses aparelhos prometem ser ideal
para quem precisa levar um equipamento para todos os lugares, mas não
gosta de tablets. Se você está na dúvida se vale a pena investir em um
ultrabook ou comprar um notebook simples, o TechTudo traz um
comparativo com todos os prós e contras dos dispositivos.
Afinal, o que é um ultrabook?
O
conceito de ultrabook ainda é confuso para muitos usuários e é
importante defini-lo antes de começar a análise. Criado pela Intel em
2011, o termo é usado para batizar notebooks com Windows com um design
mais portátil em relação aos convencionais.
Em
uma comparação, os ultrabooks são os concorrentes do Macbook Air, da
Apple, enquanto os notebooks concorrem com os Macbooks Pro.
Portabilidade e design
Por
serem mais finos e leves, os ultrabooks são uma escolha mais adequada
para profissionais que precisam carregar seus computadores para baixo e
para cima. Estes aparelhos se encaixam facilmente na mochila e não
devem causar incômodos aos serem transportados por várias horas.
Já
aqueles que utilizam computadores apenas no escritório ou em casa, sem
grandes deslocamentos, podem optar por um notebook. Com um peso que
varia entre dois e três quilos, esses aparelhos oferecem uma maior
liberdade em relação aos computadores de mesa e não devem incomodar em
trajetos curtos e esporádicos.
Há
ainda duas categorias de ultrabooks híbridos que devem ser levadas em
consideração. A 2-em-1 é composta por modelos com a capacidade de
destacarem suas telas do teclado e funcionar como um tablet. Já o
conversível pode ser girado e dobrado de forma que se transforme em um
tablet ou possa ser utilizado na forma tenda ou stand.
Desempenho
Embora
tragam chips de última geração, como o Core i7 e o Core M, os
ultrabooks costumam largar atrás quando o assunto é potência. Por serem
muitos finos, as fabricantes optam por não incluir alguns hardwares
importantes, como placas de vídeos. Isso pode causar certa decepção nos
usuários.
No
geral, os ultrabooks se saem bem para tarefa do dia a dia, como edição
de documentos do Office, navegação na Web e Adobe Photoshop, por
exemplo. Já atividades que exigem muito da máquina, como jogos com
gráficos no máximo e edição de vídeos em alta definição, prometem ser
aquém do esperado.
Portanto,
opte por um ultrabook apenas se você não tem grandes pretensões para
jogos e ferramentas de edição muito avançadas. Caso contrário, dê
preferência a um notebook mais potente ou voltado para o público gamer,
que trazem todos os hardwares necessários para tarefas pesadas.
Armazenamento
Outro
ponto em que os ultrabooks “derrapam” é o espaço. Por usarem discos
SSD, esses aparelhos trazem armazenamento que variam de 64 GB a 512 GB.
Isso não deve ser um problema se você não costuma instalar muitas
coisas no computador e nem guarda muitos arquivos. Um HD externo ou
cartão SSD devem ajudar, mas representem gastos adicionais.
O
SSD dos ultrabooks tem ainda a vantagem de serem mais rápidos do que
um HD comum. Com isso, o Windows tende a iniciar rapidamente nesses
dispositivos, chegando a três segundos em alguns casos.
Já
os notebook são a melhor alternativa para quem deseja guardar filmes,
jogos, fotos e músicas no computador. Atualmente, é possível encontrar
aparelhos acessíveis com HDs que variam de 500 a 700 GB. Além disso,
modelos mais avançados apresentam discos híbridos SSHD, que misturam a
velocidade dos SSD com a capacidade dos HDs tradicionais.
Bateria
Se
você precisa trabalhar por horas longe da tomada, os ultrabooks tendem
a ser a melhor opção. Esses aparelhos são desenvolvidos para reduzir o
consumo de energia, podendo chegar até 10 horas sem pedir carga. No
entanto, é preciso ficar atento aos processadores presentes no mesmos.
Ultrabooks
com chips Core i5 ou i7 de quarta ou quinta geração prometem oferecer
um melhor equilíbrio entre a potência e a duração da bateria. Já os
aparelhos como os novos chips Core M, como o Lenovo Yoga Pro 3, são
melhores na portabilidade e consumo de energia, já que dispensam a
ventoinha, mas perdem em performance.
Se
você for optar por um notebook, dê preferência aos modelos com chips
de quarta ou quinta geração da linha Core i, da Intel, bem como
componentes atualizados. Assim, é possível garantir que estes terão
autonomia.
Driver de CD/DVD
Os
CDs, DVDs e até mesmos os Blu-rays caíram em desuso nos últimos anos,
após a popularização de serviços como o Netflix e de lojas online de
programas e jogos. No entanto, se estes componentes ainda forem
importante para você, opte por um notebook.
Para
se manterem finos e portáteis, os ultrabooks não trazem leitores de
discos, assim como o Macbook Air, da Apple. Uma alternativa para os
donos desses aparelhos, no entanto, é comprar um driver externo, que
pode ser conectado com o computador através da porta USB. De novo, mais
um gasto extra.
Preço
Toda
a inovação dos ultrabooks tem um preço, bem pesado, aliás. Atualmente,
é possível encontrar modelos mais simples de ultrabooks a partir de R$
1.8 mil em lojas online. No entanto, esses dispositivos chegam a ter
peso e espessura quase iguais aos de notebooks convencionais, o que
elimina sua principal vantagem. Já os tops de linha podem chegar a
valores astronômicos de R$ 9 mil.
Os
notebooks, por outro lado, são bem mais acessíveis. Um modelo mais
simples e com configurações bem modestas pode ser encontrado por a
partir de R$ 600.
Já
aparelhos mais completos podem ser encontrados com preços iniciais de
R$ 2.2 mil, o que não é nada mal em comparação com os ultrabooks.
Quando falamos de modelos gamers, aí os preços podem ir para as
alturas.
Conclusão
Se
você é um usuário que busca portabilidade e duração de bateria, opte
por um ultrabook. A nova categoria de produtos é ideal para ser
carregada para todos os lados, mas é preciso preparar o bolso. Afinal,
um bom modelo vai passar facilmente dos R$ 3 mil.
Já
os notebook são ideais para quem está à procura de aparelhos para
jogos de última geração, tarefas pesadas, grande armazenamento e que
dispensem a compra de acessórios. Além disso, é preciso destacar que o
custo-benefício desses modelos no Brasil é bem melhor do que os
ultrabooks.
A
partir dos prós e contras das duas tecnologias, pense no seu perfil de
usuário e vá em frente na sua escolha. Boa compra e boa sorte com o
novo "brinquedinho"!
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